Você conhece o “Turismo de Vilarejo”?
da redação, Texto e Fotos: Tom Alves
28 de dezembro de 2012 - 8:24
 
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  • Foto: Tom Alves
    Quintal de Capivari – Pico do Itambé soberano, ao fundo Foto: Tom Alves
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    Cachoeira do Tempo Perdido" Foto: Tom Alves
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    A Serra do Espinhaço Foto: Tom Alves
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    Dona Geralda, carregando a lenha para abastecer o fogão. Foto: Tom Alves
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    A vila de Capivari Foto: Tom Alves
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    A doce Tatiele" Foto: Tom Alves
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    Dona Anita, personagem ilustríssima de Capivari Foto: Tom Alves
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    Dona Maria José Foto: Tom Alves
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    A capelinha Foto: Tom Alves
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    Lajeado, uma região de belas cachoeiras Foto: Tom Alves
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    Família reunida Foto: Tom Alves
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    Seu José Foto: Tom Alves
  • Início da descida
    Em frente à pousada domiciliar de Genésio e Maria. Foto: Tom Alves
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    Família reunida Foto: Tom Alves
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    Taciane no dengo da mãe Foto: Tom Alves
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    Vida pacata Foto: Tom Alves
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Quintal de Capivari – Pico do Itambé soberano, ao fundo Foto: Tom Alves

 

Em tempos de turismo massificado, onde grandes agências de viagens dominam o cenário, tratando de modo muito indiferente seus clientes e restringindo ao máximo a participação das comunidades locais na divisão desse mercado, uma luz no fim do túnel pode se chamar Turismo de Base Comunitária - TBC. E é nesse contexto que se enquadra o Turismo de Vilarejo.

Por definição, um projeto de TBC procura a pulverização dos benefícios da atividade turística para todos os envolvidos, gerando sustentabilidade e divisão mais justa e igualitária da renda provinda. Além disso, busca agregar valor ao aproximar o turista de uma vivência mais autêntica, cultural e enriquecedora nos destinos visitados. Algo bastante diferente dos modelos atualmente em moda.

Agora, alguns podem perguntar: Como assim mais cultural e enriquecedora? Eu sempre compro e leio todos os guias turísticos, revistas especializadas, acesso sites sobre viagens, frequento museus... Bem, no turismo de base comunitária, a chave é a sabedoria popular, transmitida de forma oral, tal qual ela foi aprendida. Todos são protagonistas, turistas e membros das comunidades. Portanto, a troca de experiências é muito valorizada. O perfil do interessado nessa vertente se distancia do turista convencional e se assemelha muito ao conceito de viajante. Alguém que procura participar e refletir sobre o modo de vida das pessoas que visita, buscando entender o que as faz pensar e agir de determinada maneira; e que sabe respeitar e valorizar diferentes culturas, por mais simples que possam parecer.

Em Minas Gerais, um bom exemplo dessa iniciativa é o Turismo de Vilarejo de Capivari. Entre as cidades do Serro e Diamantina, numa região belíssima da serra do Espinhaço, localiza-se a pequenina vila, bem aos pés do Pico do Itambé. A população de aproximadamente 200 pessoas se divide nas duas ruas existentes. O clima bucólico é realçado pelas casas simples, com quintais floridos e sempre gramados.

O projeto consiste numa proposta especial de hospedagem, onde o turista divide sua estadia com os donos das casas, que as preparam com toda aquela famosa hospitalidade mineira. É como se ele fosse mais um integrante daquela família. Na hora do café da manhã, por exemplo, sentam-se juntos turistas e moradores, adultos e crianças. Em meio a cafezinhos, pães de queijo e broas quentinhas, as prosas vão se alongando e o tempo voa.

Não existem pousadas convencionais ou restaurantes em Capivari. Essas hospedagens são chamadas de pousadas domiciliares. As refeições também são feitas lá e muitas vezes o preparo da comida é acompanhado de novas conversas ao lado do fogão a lenha.

Como se não bastasse, a região ainda possui inúmeros atrativos naturais, como rios encachoeirados, trilhas e opções de travessias. Em destaque, a nascente do Rio Jequitinhonha e a visita ao Parque Estadual do Pico do Itambé, ponto culminante da Serra do Espinhaço, com 2062 metros.

Para marcar sua visita e conhecer de perto esse projeto, acesse: www.andarilhodaluz.com.br ou entre diretamente em contato com a comunidade, conversando com Genésio: 31-9668-4323.