O segundo ciclo de aclimatação
da redação: Karina Oliani - Expedição: Mini no Topo do Mundo
6 de maio de 2013 - 15:44
 
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  • Foto: Scott Simper
    Karina Oliani próxima do C2 e superando o seu recorde de altitude. Foto: Pemba Sherpa
  • Foto: Scott Simper
    Escalando a Face do Lhotse, que tem aproximadamente 50º de inclinação, rumo ao C3. " Foto: Scott Simper
  • Foto: Scott Simper
    Passando por uma greta no Icefall " Foto: Scott Simper
  • Foto: Scott Simper
    A Face do Lhotse, já próximo dos 7.000m. " Foto: Scott Simper
  • Foto: Scott Simper
    Karina se hidratando antes de encarar a Face do Lhotse. " Foto: Scott Simper
  • Foto: Scott Simper
    O acampamento C2 visto do início da Face do Lhotse. " Foto: Scott Simper
  • Foto: Scott Simper
    O dia amanhecendo e o sol iluminando o Pumori (montanha próxima ao Campo Base) " Foto: Scott Simper
  • Foto: Scott Simper
    Nosso Sherpa coletando gelo, e depois derretemos e levamos água aos acampamentos altos. " Foto: Scott Simper
  • Foto: Scott Simper
    A descida da Face do Lhotse " Foto: Scott Simper
  • Foto: Scott Simper
    As ancoragens na Face do Lhotse " Foto: Scott Simper
  • Foto: Scott Simper
    Uma bela vista da escalada na Face do Lhotse " Foto: Scott Simper
  • Foto: Scott Simper
    Karina acompanhando um dos testes no laboratório do Extreme Everest " Foto: Scott Simper
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Karina Oliani próximo do C2 e superando o seu recorde de altitude. Foto: Pemba Sherpa

 
 

Dia 1 de maio iniciamos nosso 2º ciclo de escalada com o objetivo de alcançar o acampamento 3 (C3) do Everest, na Lhotse Face, a pouco mais de 7000m.

Acordamos às 2:30h, saímos do acampamento base às 3:15h e fomos direto pro acampamento 2 a 6400m já que estavámos aclimatados para essa altitude do nosso 1º ciclo. Foi um dia longo mas muito bonito. Não importa quantas vezes eu já tenha passado por esse lugar, a beleza e a intensidade da natureza por aqui me faz ficar de boca aberta!

O motivo de começarmos a escalar de madrugada é simples: Segurança! Os enormes blocos de gelo e as gretas da cascata de gelo e do Popcorn, estão em constante movimento, pois é uma geleira, e tendem a colapsar com o calor do dia.

Ver o sol nascer desse lugar e iluminar o cume do Pumori é um privilégio e faz com que todo frio intenso da madrugada seja ignorado.

Chegamos a 6.400m no C2, a tempo do almoço e no dia seguinte organizamos todos os equipamentos para subir pro C3. Mas o vento foi só aumentando e chegou ao ponto de quase derrubar nossa barraca principal por três vezes. Pemba Sherpa, Scott e eu tivemos que usar toda nossa força e nossas mãos para manter a barraca em pé e a noite o vento aumentou ainda mais.

Ao acordarmos o Pemba decidiu que não era seguro subirmos para dormir no C3 com ventos tão fortes mas eu insisti que precisávamos pelo menos chegar lá para que nossa aclimatização se completasse.

Aqui sempre é a montanha que dita as regras! Então esperamos até as 11h e os ventos deram uma trégua. Conversamos e decidimos então que iriamos até o C3 e voltaríamos no mesmo dia. Nos equipamos e por volta das 12h começamos escalar.

A Face do Lhotse é uma parede tão incrível quanto íngreme, que castiga as pernas até dos sherpas mais fortes. E apesar de estar tossindo muito e aparentemente com um pouquinho de líquido nos pulmões pela altitude extrema me senti bem e fomos do C2 ao C3 em apenas 4 horas.

Chegamos ao C3 e atingimos nosso objetivo de ultrapassar a barreira dos 7000m!

(Karina quebra seu recorde neste momento - a maior altitude de montanha que havia atingido era Aconcágua com 6962 metros)

Mas no meio da parede notei que as ancoragens (das cordas fixas) por aqui não são feitas da maneira mais segura e como deveriam para aguentar tantos escaladores… Nesse dia, pelos ventos fortes nenhuma equipe decidiu escalar e tivemos a parede só pra gente! Mas isso é preocupante porque quando tem muita gente na Face do Lhotse, quem garante que essas ancoragens vão suportar tanto peso?!

Enfim, estamos aqui e desde o início, sabia que essa expedição envolve um grande grau de perigo, mas dentro do que é possível, é sempre inteligente fazer tudo para minimizá-lo! Mas parece que nada nessa vida que realmente vale a pena vem sem corrermos um certo risco ou sem nos esforçarmos muito e fazer por merecer para conseguirmos chegar lá…



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