Trekking pela França, Itália e Suíça
8 de fevereiro de 2012 - 12:00
O percurso está dividido em 11 dias de trekking com 2 dias de descanso. Uma média diária de 16 km de trekking, considerado categoria: Vermelha, 3. Conheça as categorias
10 de fevereiro de 2012 - 9:30
O Extremos tem o prazer de anunciar a sua grande Expedição de 2012, Tour du Mont Blanc, o trekking mais clássico da Europa com aproximadamente 200 km de trilhas. Este é um trekking autoguiado que começa na França, passa pela Itália, Suíça e retorna a França para finalizar em Chamonix. A expedição acontecerá em agosto de 2012. Serão 14 dias de trekking com cobertura online do Extremos e a produção de um Roteiro de Aventura. A Expedição Tour du Mont Blanc conta com o patrocínio exclusivo da Curtlo.
27 de junho de 2012 - 13:30
Hoje quando voltei do treino tive a grata surpresa de encontrar em minha mesa o pacote que a agência enviou com os 11 routecards, 3 mapas, livreto, cartão de emergência e apostila com dicas para o Tour du Mont Blanc. Como optei em fazer o trekking autoguiado, a agência enviou um material bem completo e detalhado. Com os routecards (cartões de rotas) em mãos consegui calcular o trajeto completo e serão 180 km de trekking para serem feitos em 11 dias de caminhada e mais dois dias de descanso em dois pontos do percurso, em Courmayeur (Itália) e Argentière (França). O interessante é que quando fiz o Trekking ao Acampamento Base do Everest com o retorno passando por Gokyo, também caminhamos 180 km. Lógico, são duas caminhadas totalmente diferentes, no Himalaia caminhamos durante vários dias acima dos 5.000 m, chegando a um altitude máxima de 5.550 m. Nos alpes a média será em uma altitude de 2.000 m, chegando a uma altitude máxima de 2.584 m, mais baixo que a altitude mínima que tivemos no Everest que foi no primeiro dia em Lukla, a 2.860 m. Mas é necessário salientar que a caminhada nos Alpes será feita em 11 dias de trekking, e no Himalaia foi de 15 dias. A expectativa só aumenta com o material e com a data já se aproximando, dia 7 de agosto, agora faltam apenas 41 dias.
19 de junho de 2012 - 9:30
Nossa expedição ao Tour du Mont Blanc está chegando, faltam apenas 49 dias e os preparativos finais já começaram. Tem um equipamento que iremos utilizar novamente e que é pouco conhecido e divulgado aqui no Brasil. O cadeado que iremos apresentar pode ser encontrado em diversos modelos e marcas diferentes, o que você precisa ficar atento é se ele tem o certificado de aprovação TSA-Lock. Este cadeado é fabricado em metal pesado, permite que você faça sua própria combinação de dígitos, e mude essa combinação quando achar necessário, isso ajuda impedir que sua mala seja aberta facilmente. Muitas pessoas não sabem, mas quando viajamos para o exterior, não podemos despachar nossas malas e mochilas trancadas. Todas as malas são vistoriadas eletronicamente antes de entrarem no avião ou, na chegada ao país de destino, antes de serem liberadas. Mas, em alguns casos, este sistema eletrônico encontra dificuldades em identificar o que está na bagagem, e os agentes abrem a mala para olhar. Se a mala está trancada com um cadeado comum, eles quebram o cadeado e, muitas vezes, até danificam o zíper e não tem nada que possamos fazer, pois estas são as regras. Em conjunto com alguns fabricantes, a TSA desenvolveu cadeados especiais que são possíveis de serem abertos com uma chave-mestra, preservando seu cadeado e sua mochila. Estes são os cadeados TSA. Além disso, existe um indicador informando que o cadeado foi aberto. Na primeira viagem que utilizamos o cadeado, no voo de Lima para São Paulo, notamos que nosso cadeado havia sido aberto, e foi um alivio que nada tinha sido danificado. Outros mochileiros à nossa volta estavam reclamando que seus cadeados foram quebrados, exatamente porque eram cadeados comuns. O que você achou desse sistema de cadeado? Tem alguma dúvida? Deixe seu comentário abaixo.
8 de julho de 2012 - 15:50
Quando fiz o Trekking ao Acampamento Base do Everest em 2010, paguei pelo seguro viagem aproximadamente U$ 250 para 45 dias de cobertura e havia incluso o resgate de helicóptero. Desde o início do planejamento para o Tour du Mont Blanc, em janeiro deste ano, procurei pesquisar uma forma de minimizar este custo e a melhor saída que encontrei foi mudar a categoria do meu cartão de crédito. Conversei com a minha gerente e passei para o cartão Visa Platinum, apesar de aumentar um pouco a anuidade, todo seguro viagem que necessitar a partir de agora não terá custo nenhum. Basta você comprar as passagens aéreas no cartão Visa Platinum que você já tem automaticamente o seguro viagem para qualquer parte do mundo, menos Europa. Para Europa o caso é um pouco diferente, de acordo com o tratado de Schengen, é obrigatório e extensivo a qualquer viajante que deseja entrar na Europa, possuir um seguro de viagem com cobertura mínima de 30 mil euros, para receber este seguro você precisa telefonar para a central de atendimento do seu cartão 15 dias antes de sua viagem e pedir este seguro, em até 3 dias eles enviam um certificado e você pode viajar tranquilamente. Mas tem outro porém, e se por acaso você comprar as passagens com milhas ou ganhar de terceiros? Neste caso como você não efetuou a compra com o cartão, você não tem direito ao seguro. Mas basta você telefonar para a central de atendimento da Visa e após confirmarem que você é o titular de um cartão Visa Platinum, mesmo não tendo comprado a passagem com ele, você tem o direito ao seguro e o procedimento é o mesmo, 15 dias antes da viagem deve ligar e fazer a solicitação do seguro viagem que será enviado em até 3 dias sem custo nenhum. Para quem viaja bastante acho que essa é uma ótima alternativa. O que você acha? Quais suas experiências com seguro viagem? ESCLARECENDO: Hoje fui fazer o pedido do seguro Schengen na VISA e o atendente me informou que os proprietários dos cartões Visa Platinum tem o benefício de receber o Certificado Schengen e com ele você pode entrar na Europa sem problema. Mas (sempre tem um mas...) é apenas o certificado que você recebe, na verdade não está assegurado, não tem nenhum benefício em caso de acidente ou algo parecido. Então acho que agora está esclarecido, o benefício mesmo você terá apenas se comprar a passagem com o cartão.
14 de julho de 2012 - 14:30
Muitas pessoas me perguntam como monto os roteiros de minhas viagens. Como saber os custos e passeios antecipadamente? Nada melhor que um bom guia para isso e acho que a Lonely Planet é a referência mundial. Mas o maior problema era que todos os guias eram em inglês e apenas alguns em espanhol. Mas agora isso está mudando, a Globo Livros está publicando os guias totalmente em português, já estão disponíveis 13 títulos e ao total serão em torno de 50 guias lançados em nossa língua, uma ótima notícia para quem gosta de viajar. Existem todos os tipos de amantes dos guias da Lonely Planet, vou contar a minha experiência. Normalmente quando escolho um país para visitar, compro o guia pois gosto de ter os guias de todos os países por onde passei. Com o guia em mãos faço a consulta para saber os custos de hotéis, pousadas, passeios, agências de turismo e assim por diante. Então vou traçando o meu roteiro, que na maioria das vezes atravessa alguns países e assim consigo estipular o custo e tempo de viagem, normalmente traço esse roteiro em um quadro branco aqui na redação. Quando chega o dia da viagem deixo o quadro branco para trás ele servirá de referência para minha equipe e familiares terem uma ideia por onde passarei, as principais informações já estão gravadas na minha memória. Gosto de viajar livre e leve, os guias me ajudaram em 50% da viagem, os outros 50% ficam ao acaso. Já conheci diversos lugares que não estavam em meus planos, simplesmente porque não sabia da importância deles antes de viajar e no meio da viagem sempre acabo mudando o roteiro, isso já aconteceu na Patagônia, no Peru e no Nepal. Às vezes levo o guia na viagem, mas só uso em última ocasião, gosto de ir descobrindo aos poucos e desta forma vou criando a minha própria história. Durante uma visita à cidade sagrada em Kathmandu, uma das integrantes do nosso grupo que iria fazer o trekking ao Everest, estava com o Guia do Nepal e ela ia narrando o que viria pela frente e o que tinha de interessante para visitar, era engraçado, mas é assim mesmo. Tem pessoas que só vão dormir sossegados se tiver todo o roteiro de sua viagem definido previamente, outros já não dormem se souberem que não poderão quebrar a regra. E você, qual a sua referência com os guias da Lonely Planet?
7 de agosto de 2012 - 2:00
Sou o Elias Luiz, editor-chefe do Extremos - www.extremos.com.br, o maior portal de aventura do Brasil, juntamente com a Curtlo gostaríamos de apresentar a expedição Tour du Mont Blanc. Dois anos atrás enquanto retornava do Trekking ao Everest e estava sobrevoando a França no caminho de volta ao Brasil, pensei: E agora que tinha realizado o meu maior sonho, qual seria o meu próximo destino? Olhei para o monitor de TV à minha frente e ele indicava que estávamos sobrevoando a França, olhei para baixo e avistei algo que seria os Alpes e naquele momento pensei: Meu próximo destino será nos Alpes. Como já conhecia os Andes e o Himalaia, essa seria uma boa oportunidade de realizar um trekking nos Alpes, no coração da Europa. Finalmente no começo de 2012 comecei a procurar um bom trekking nos Alpes e logo encontrei o Tour du Mont Blanc, um dos mais tradicionais circuitos de trekking da Europa, uma volta na cadeia de montanhas do Mont Blanc, começando em Les Houches na França, passando pela Itália, Suíça e finalizando em Chamonix, na França, um total de aproximadamente 200 km de trekking, para ser realizado em 14 dias com dois dias de descanso no meio do percurso. Há algumas diferenças importantes em relação ao trekking que realizei ao Everest, nos Alpes eu não terei o problema de altitude, pois chegarei ao máximo a 2.800 m, mas o desnível do terreno será grande, com muito sobe e desce, além do calor, pois nessa época é verão na Europa. Outro fator é que este será um trekking autoguiado, diferente do Everest que tive o Carlos Santalena como guia, e isso fez uma grande diferença, nos Alpes utilizarei alguns mapas que recebi da minha agência e também alguns routecards (cartões com dicas das trilhas). Fiz um bom treinamento com muitas caminhadas e corridas que variavam no início em 4, 5 e 6 km, chegando agora nos últimos dias a 18 km de caminhada por dia. Início Hoje, dia 7 de agosto começa mais uma Expedição Extremos, agora com patrocínio exclusivo da Curtlo. A cobertura online do Tour du Mont Blanc você poderá acompanhar aqui. Obrigado a todos e fiquem atentos na cobertura online, pois daremos todas as dicas deste belo roteiro pelos Alpes.
9 de agosto de 2012 - 23:50
O primeiro dia de trekking foi bem puxado, 15 km em 5h30. Assista o vídeo com o papo de trilha do 1º dia do Tour du Mont Blanc.
10 de agosto de 2012 - 10:55
O início da trilha forrada de rochas foi aberta pelos romanos alguns séculos atrás e começa com uma forte subida. O bom é que deixamos o vale para trás e entramos realmente montanha acima e agora começa a aparecer as pessoas que realmente estão fazendo a trilha. Sendo que poucos estão fazendo o Tour du Mont Blanc completo, alguns aproveitam o fim de semana para fazer apenas alguns trechos ou estão fazendo outros roteiros que a montanha oferece. O incrível é ver muitas pessoas treinando para os Ultra Trail, passam por nós correndo tanto descendo quanto subindo a montanha. Depois de 2 horas de caminhada entrei em um trecho do vale onde ao fundo aparecia o Monts Jovet e à minha frente a trilha seguia serpenteando delicadamente montanha em meio às florestas de Abete e Pino, deixando às margens as flores de Botton d'Oro, Zafferano Alpino, Primola Odorosa, Orchidea Piramidale e muitas outras que além de colorirem meu caminho, deixavam um perfume doce no ar. Finalmente a ficha caiu, senti que realmente estava nos Alpes realizando o que havia sonhado em fazer há tantos anos. Aquelas imagens que normalmente estampam páginas de publicidade, agora estavam passando constantemente à minha frente. Estava vivenciando um Photoshop real, com layers de flores, de florestas, montanhas, picos nevados, céu de brigadeiro, trekkers, som dos riachos e o cheiro das flores, onde camada sobre camada formavam belas paisagens que somente Deus poderia ter essa inspiração. Impossível conter as lágrimas quando algo tão sublime nos toca. Isso faz valer a pena. Logo adiante, já deixando a floresta para trás atravessei uma camada de neve, lembranças do último inverno e depois de mais uma hora de caminhada finalmente cheguei ao Col du Bonhomme a 2329 m de altitude, onde ventava muito e apesar do sol forte foi preciso colocar um fleece ou mesmo um corta-vento resolveria. A paisagem é deslumbrante e um mirante apontava o nome de todas as montanhas no horizonte. Ainda restava mais 1h de trilha montanha acima para chegar ao Croix du Bonhomme, um lindo refúgio que foi construído inicialmente em 1920 e em 1991 foi reformado e hoje tem 150 leitos, além da área de camping. O jantar foi servido às 19h30 e não existe cardápio, a nossa sorte com uma boa comida fica por conta da boa vontade do cozinheiro. Primeiro foi servido um caldo de legumes com fatias de pão e depois chegou polenta com carne de panela, a minha mesa recebeu este prato com aplausos, pois todos eram italianos. Bebemos vinho e água. Ainda fomos servidos com uma rodada de pedaços de queijos da região e finalizando com fatias de bolo de nozes. Realmente um ótimo dia de trekking nos Alpes.
11 de agosto de 2012 - 23:00
Ciao Itália!!! Não estou saindo da Itália, pelo contrário estou chegando, é que aqui usa-se o tchau (Ciao) tanto para quando chega quanto para quando vai embora, é bem estranho, você chega para falar com uma pessoa e ela fala - Tchau!... parece que está te mandando embora...rss. Acordei cedo e após um café da manhã no refúgio, parti às 8h para a trilha, estava indeciso em qual caminho seguir, e acabei optando por ir junto com os italianos, eles resolveram fazer uma variante do roteiro, mais curta e um pouco mais difícil, mas isso quando está com neblina ou nevando, como o céu ainda continua com sol forte e sem nuvens resolvemos arriscar. A subida era forte e eles foram na frente, e percebi que mudaram novamente de roteiro para subir a uma montanha ao lado. Esperei por alguns minutos e nada de eles retornarem, conseguia vê-los lá no pico, bem longe. Eu estava no Col des Fours, pois descobrira isso após ver uma sinalização escrita na rocha, parece que na Itália há menos placas de sinalização das trilhas. Estava sozinho novamente, essa é a minha constante aqui. Consegui avistar bem longe duas pessoas à minha frente, estavam 40 minutos de distância então imaginei que estava no caminho certo e resolvi seguir em frente. Logo alcancei as duas moças e passei. Essa parte era de descida íngreme em rocha e elas estavam tomando muito cuidado. Assim que atravessei o Col de Fours, um barulho que parecia de vozes e sinos ecoava em todo o vale, não dava para saber exatamente de onde vinha, e quanto mais descia mais forte o som ficava, mesmo percebendo que vinha de longe. Notei que era algo parecido com sinos, olhei no meio do vale e avistei um grupo grande de trekkers em fila com seu guia à frente. De repente um esquilo nota a minha presença e sai pulando de rocha em rocha e some na vegetação de montanha, sem me dar a chance de fotografá-lo. Toda essa cena me remeteu à minha infância, quando junto com meu irmão, ficávamos admirando as ilustrações e um grande livro, que sempre pedíamos para o meu pai ler. Era “ O Flautista de Hamelin ”, que por sorte, na minha realidade aqui nos Alpes, os trekkers atravessaram o riacho em segurança, o bicho que eu vi eram algo mais gracioso e uma hora depois encontro um rebanho de vacas leiteiras com seus guizos ecoando o som por todo o vale. Após passar pela Ville des Glaciers e fazer uma parada no Refuge des Mottets, onde reencontrei os italianos, partimos para a travessia do Col de la Seigne, a divisa da França com a Itália, a placa indicava 2h de caminhada, mas meus pés e ombros que já estavam doloridos do dia anterior, agora estavam piores e foram 3h de subida, depois mais uma hora de descida até chegar finalmente no Refúgio Elizabetta, era exatamente 18h. Este foi o típico dia de trabalho, das 8h às 18h, só faltou picar o cartão.
12 de agosto de 2012 - 22:00
Meus amigos italianos ainda estavam acertando os últimos detalhes quando eu parti, a descida em zig-zag foi tranquila, apesar de que nos Alpes é uma constante a presença de muitas rochas, em alguns trechos é natural mas, em outros como esse é para pavimentar um pouco a estradinha que é usada para fornecer suprimentos para o refúgio, por isso uma boa bota é fundamental por aqui. Depois segui uma reta e plana trilha, às vezes olhava para trás em direção ao refúgio mas nem sinal dos italianos. A trilha era bem tranquila, até que no final dela em uma curva para a esquerda apareceu um pequeno lago que refletia as montanhas ao fundo, um cenário lindo. Mas tinha um problema, eu estava sozinho e precisava de personagens para ilustrar e dar mais vida à foto, além de profundidade e dimensão do lugar. Colocar personagens em uma foto outdoor é um fator primordial. Não me restou outra alternativa do que tirar a mochila dos ombros e sentar em uma pedra e esperar pelos italianos, que eu agora já estava avistando-os na metade da trilha. Enquanto esperava fiquei admirando os picos nevados e rochosos à minha frente, entre eles o Monte Rosa que o Waldemar Niclevicz já escalou. Quinze minutos depois eles chegaram e não entenderam o que eu estava fazendo ali parado logo no início do dia, mas logo expliquei e os orientei para caminharem próximo ao lago e deveriam dar um pouco de distância entre eles. à foto ficou ótima e valeu esperar por eles.
18 de agosto de 2012 - 17:00
Hoje o pé amanheceu um pouco inchado no tornozelo, as mais de dez bolhas até que não incomodam mas, sabia que o dia seria puxado e a mochila com 15 kg só iriam piorar. Normalmente quando acordo a maioria das dores já sumiram e por isso o dia acaba rendendo, mas hoje foi diferente e sabia que tinha que fazer algo a respeito. Então fiz uma loucura, vi os alemães se despedindo de uma senhora em um carro tipo furgão e assim que saíram fui abordá-la, já sabendo da existência deste serviço perguntei se ela estava transportando bagagem e se poderia levar a minha mochila. Ela disse que tudo bem, estava levando para Chamonix e que mesmo assim levaria a minha para Argentière e disse que não me cobraria nada. Na verdade isso consistia em várias coisas, ou eu despachava tudo ou nada, incluindo nisso o MacBook Pro, tripé, reservatório de água, protetor solar enfim, a mochila toda. Só ficaria com a minha máquina fotográfica e a filmadora Go Pro. Não pensei duas vezes mandei embora e mesmo ela dizendo que não precisava pagar nada, dei uma boa gorjeta, pois sabia do peso que estava me livrando, mesmo que por apenas um dia. Na pousada não tinha nenhuma garrafa de plástico para colocar no bolso da bermuda, o que achei foi uma maçã e assim parti para a trilha na esperança de encontrar algum riacho nas próximas três horas de trilha Alpes acima em um dia de muito sol e nenhuma nuvem. No meio do caminho fiquei pensando se realmente a mulher iria levar a minha mochila, ela nunca tinha me visto e eu nunca mais a veria, realmente hoje foi o dia de arriscar. Depois de duas horas de caminhada encontrei um filete de água descendo pela montanha e pude matar a sede, algum tempo depois comi a maçã e logo cheguei no Col de Balme com uma bela vista do maciço do Mont Blanc e no vale as cidades de Le Tour, Argentière e Chamonix. Fiz uma variante e desci de lift e o restante a pé, cheguei no hotel e a recepcionista disse que a minha bagagem estava ali. Que dia perfeito!!! Ainda mais quando estava precisando.
21 de agosto de 2012 - 16:40
Finalmente completei o Tour du Mont Blanc, cheguei em Les Houches o ponto de partida desta grande jornada. Foi duro, foi difícil e sofrido, aquele deslumbramento do primeiro dia logo dá lugar ao respeito e prudência para tentar chegar ao final. Caminhar sozinho é complicado psicologicamente, a qualquer problema, dor ou indecisão te remete logo a querer desistir, e nos primeiros dias isso é tentador, pois é mais fácil voltar do que continuar. Mas somente com foco e sabendo que a dor é passageira e com as amizades que você vai construindo na trilha, tudo entra no seu devido lugar e você entende que a melhor saída é sempre seguir em frente. Aqui fica o meu respeito pelos Alpes, uma trilha dura e bonita, com água boa, belas paisagens e flores por todo caminho, alguns dias tentadores dormimos nos vales com suas pequenas cidades bem estruturadas e até mesmo o mais simples refúgio em meio as montanhas são de boa qualidade. Três países unidos a uma única montanha, e para você conhecê-la terá que fazer parte dela a todo momento, as variantes que tornavam a trilha mais difícil, mas ao mesmo tempo mais bela, alternava em momento difíceis para variantes mais curtas e fáceis, existe uma montanha, mas uma infinidade de trilhas para completar sua volta, cabe a cada um respeitar a montanha e a si mesmo. Meus agradecimentos a Curtlo, que acreditou no Extremos desde o início do projeto. Foi um prazer usar e atestar a qualidade de seus produtos em um trekking tão longo e puxado. É fácil um produto ser bom por um dia, difícil é ele manter a qualidade em 11 dias de trekking tendo sido vencido 180 km de distância e um desnível de 8.300 m para cima e 8.100 m para baixo, além de muito sol e um pouco de chuva. Obrigado a quem acompanhou, compartilhou, comentou, curtiu e torceu. Ainda farei mais artigos sobre este belo trekking e continuem participando das promoções - Mochila e ThermoSkin - da Curtlo em nosso site.
26 de abril de 2013 - 00:27
Elias Luiz e Jus Prado falam sobre o Tour du Mont Blanc, um trekking de 180 km nos Alpes da França, Itália e Suíça. Dica de agências para o Tour du Mont Blanc. No Brasil: www.slowtravelers.com.br Em Londres: www.alpineexploratory.com
Uma seleção final com as imagens maiores da galeria original da expedição, agora reunidas em uma única página.
Uma travessia alpina clássica reunida agora em uma única página, com o diário, a preparação e as imagens maiores da expedição original.
Expedição Tour du Mont Blanc