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Fotos da queda de barreira na estrada de acesso entre Cochabamba e Santa Crus de La Sierra.
Fotos: Tadeusz Alabi
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Olá Elias,
Acabo de ler seu artigo "De Que Tamanho é o Seu Mundo?", e gostei muito. É bom saber que existem pessoas com esse espírito aventureiro, de querer conhecer lugares e culturas novas através de viagens magníficas como essa que o Jonas fez, e principalmente por terra, tendo que enfrentar de tudo um pouco. Eu posso dizer que também sou uma dessas pessoas apaixonadas por viagens assim.
Mas o que mais me chamou a atenção nesse seu artigo foi a coincidência. Eu realizei nesse fim de ano uma viagem até Cochabamba, foram também 20 dias conhecendo toda a Bolívia. Era um acampamento escoteiro de toda a Amércia do Sul, estávamos em quase 2.000 pessoas de 22 países. O ponto alto da nossa viagem foi a escalada aos Andes até 5030 metros de altitude, onde pudemos ter contato com uma paisagem magnífica e muita neve de verdade.
Estive viajando do dia 22 de dezembro até 8 de janeiro, fiz todo o percurso por terra também, incluindo o trem de la muerte.
Mas o que me levou a escrever foi quando eu li no artigo que o Jonas teve que fazer um desvio até Sucre, pois havia uma queda de barreira em Cochabamba. Justamente nesse dia eu estava na estrada, saindo de Cochabamba e indo até Santa Cruz de la Sierra para pegar o trem de volta ao Brasil. Como nós estávamos no meio da serra já, não tivemos como voltar para Cochabamba. Formou-se um congestionamento de vários quilômetros, era carro, caminhão, ônibus, tudo parado...nada ia para frente nem para trás. O jeito foi ter que passar a noite parado na estrada e na manhã seguinte ir caminhando até a queda da barreira, e pegar outro ônibus que nós levasse até Santa Cruz. Foi o que fizemos. O problema era que não estávamos preparados para uma caminhada tão longa (cerca de 20 km) e com mochilas de quase 20 kg. Mas como não tinhamos opção, seguimos à diante.
Depois de horas caminhando, chegamos no local do acidente e pudemos ver o que realmente tinha acontecido. Nada mais nada menos do que 300 metros de estrada cedeu, nenhum veículo passava, somente era possível atravessar andando (veja as fotos ao lado). Depois que conseguimos passar tivemos que andar mais alguns quilômetros, pois o mesmo caos que estava de um lado, estava do outro também. Enfim, conseguimos encontrar um ônibus que nos levou até Santa Cruz. Chegando lá, tínhamos perdido o trem e tivemos que pegar um ônibus muito velho, que andou 600 km numa estrada de terra por dentro do Pantanal Boliviano, até Corumbá. Mas depois de tanta aventura, chegamos, e com muita história pra contar.
Grande abraço!
Tadeusz Alabi |