MONTANHISMO
Por: Elias Luiz  |  03.08.2011  •  01:04

Johannes Emil Hans Dülfer era desinibido e criativo; além de ser um hábil escalador, era a favor do uso de meios artificiais. Acirrado antagonista a Paul Preuss , que defendia o não uso de meios artificias para escalar, como cordas e pitons. Mas os conflitos eram somente de ideias; Preuss sempre dizia: “Hans escala melhor do que eu”, e Dülfer foi visto chorando junto a tumba de seu adversário. Johannes Emil Hans Dülfer (1892-1915) nasceu na Renania. Começou estudando Medicina em Munique, depois Direito e finalmente Filosofia. Em 1907, dispensado da aula de ginastica por problemas de crescimento, viajou durante as férias com seus pais aos Alpes Allgäuer, onde nasceu seu amor pelas montanhas. Nos Alpes abriu 50 novas vias, especialmente em Kaisergebirge e nas Dolomitas. Foi o primeiro com Kart Palnck em se interessar na classificação de dificuldades, sugerindo uma escala que levasse em conta evoluções objetivas e conhecimentos técnicos da época. Foi voluntário na Primeira Guerra Mundial e morreu em consequência da explosão de uma granada em Arras na frente ocidental, em 15 de junho de 1915. Hans Fiechtl (1883-1925) começou como porteador e aos 20 anos se tornou guia alpino; começou a sua atividade de guia no refúgio Berlino e depois no Stripsenjoch. É um dos mais famosos representantes da Escola de Munique dos anos prévio da Primeira Guerra Mundial. Em 1923, com Ernst Schmid, abriu a “via Y”, uma fissura na parede norte de Seekarlspitze (Rofangebirge), 400 metros com dificuldade de grau VI e A1; o itinerário mais difícil daquela época. Morreu em 1 de agosto de 1925 durante a escalada com um cliente em Totenkirchlsockel.

Hans Dülfer foi uma estrela fugaz que durou somente quatro anos, porém bastaram para abrir as portas a técnicas de escalada eficazes e originais que iriam ser adotadas universalmente. Basta citar a técnica de escalada em oposição para subir arestas e fissuras (técnica Dülfer) ou as manobras de descida com cordas como no rapel Dülfer (Dülferrsitz). Graças a essas sistema de segurança com cordas, estabeleceu novos limites a escalada dos primeiros anos do século XX. Vittorio Varale em Sesto Grado , e como muitos outros, consideravam-no o autentico iniciador do VI grau. Uma de suas primeiras grandes escaladas foi em 30 de julho de 1911 em Pursec, com Hans Kämmerer: 250 metros de parede com 15 metros em VI grau, definidos por Kämmerer como “extraordinariamente difíceis”. Mas também a lúgubre aresta do Catinaccio de Antermonia (18 de julho de 1914) superou pasos em grau VI. Sua parceira, Hanne Franz disse as duas primeiras seções, eram as mais difíceis. Precisou de duas horas e meia para superar a parede, usando alguns pitons. Sua escalada com Werner Schaarschmidt na parede do Fleischbank (15 de junho de 1912) foi uma das façanhas mais notáveis de todos os tempos: 360 metros em apenas quatro horas, também graças ao uso de cordas para passar de uma fissura para outra. Hans Fiechtl, que no início da escalada e que depois foi seu companheiro de cordada, era outro partidário do uso dos meios artificiais. Passa-se por ser o inventor dos pitons, porém não se sabe exatamente. Fiechtl, em 1909, aperfeiçoou, substituindo a anilha por um anel integrado, que se tornou os mais seguros pitons até então.

Em escalada era melhor do que Dülfer; a via que abriu com Herzog na parede sul do Schusselkarspitze era considerada mais difícil do que Dülfer escalou no Fleischbank. Em 12 de outubro de 1912 subiram juntos, com Walter e Willi von Bernuth, a face leste do Larcheck, uma das paredes mais belas e difíceis do Kaisergebirge, 650 metros que chegavam ao V grau. A mais prestigiada via de Dülfer é a face oeste de Totenkirchl, aberta em 26 de setembro de 1913 com Wilhelm von Redwitz, uma impressionante parede calcária branca, 600 metros de V grau e A1 superados em oito horas com 26 pitons e uma broca, ferramenta que jamais havia sido utilizada. Willi disse mais tarde: “Nunca vi Hans reclamar, nem nas fissuras mais comprometidas. Sempre estava subindo, nunca apoiado pelas mãos. Era como se não conhecia a vai”. Também alí, em um ponto determinado, com um toque de genialidade, Dülfer superou uma pequena aresta em forma de nariz com um pequeno pedaço de corda, tentando alcançar uma estreita prateleira mais acima. PITON - Na escalada , um piton (também chamado de um pino) é uma ponta de metal (geralmente de aço) que é introduzido em uma rachadura ou costura na rocha com um martelo, e que atua como uma âncora para proteger o alpinista contra as consequências de uma queda, ou para ajudar o progresso na escalada . Pitons são equipados com um buraco de olho ou um anel para que um mosquetão seja anexado, o mosquetão pode ser direta ou indiretamente ligados (através de mais equipamentos) para uma corda de escalada.

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