comentários    
 
                                                                   
                                                                   
                                                                   
                                                                   
                                                                   
                                                                   
                                                                   
                                                                   
                                                                   
                                                                   
                                                                   
                                                                   
                                                               
                                     
 
 


Manoel Morgado
, 52 anos, Brasil
Morgado Expedições


Últimas notícias:
30.08.12 - 16:10 - Partiu de Kathmandu a caminho de Arughat

                 
                                                         
                                                         
EVEREST K2 KANCHENJUNGA LHOTSE MAKALU CHO OYU DHAULAGIRI MANASLU NANGA PARBAT ANNAPURNA GASHERBRUM I BROAD PEAK GASHERBRUM II SHISHA PANGMA
8848m 8611m 8586m 8516m 8485m 8188m 8167m 8163m 8125m 8091m 8080m 8051m 8034m 8027m
10º 11º 12º 13º 14º
 
CUMES ALPINISTAS MORTES ATUALIZADO
- 9 mortes e 3 desaparecidos 03.10.2012 - 22:00
 
MONTANHISTA PAÍS MONTANHA ROTA ATUALIZADO ANDAMENTO 02 U/D
MANOEL MORGADO USA MANASLU NORMAL 03.10.2012 - 22:00 BC.C1.BC.C1.C2.BC.C1.C2.BC.C1.C2.C3.C4.BC -
MILTON MARQUES USA MANASLU NORMAL 03.10.2012 - 22:00 BC.C1.BC.C1.C2.BC.C1.C2.BC -
GILSON USA MANASLU ATÉ O C2 03.10.2012 - 22:00 BC.C1.BC.C1.C2.BRASIL -
 
notícias
 

 




 
 

 




  07.10.2012 - 11:20 - Por: Manoel Morgado

Queridos amigos

Em primeiro lugar gostaria de agradecer de coração a todos que acompanharam esta expedição que foi, sem dúvida, a mais dura que já fiz na vida, não só por ter de deparar com escolhas muito duras, por ver muito de perto como o montanhismo de grandes altitudes pode ser cruel, mas também fisicamente já que nunca antes havia tentado escalar um 8000 sem apoio e sem oxigênio suplementar.

Através da Lisete sabia das palavras de vocês me incentivando, me encorajando e podem ter certeza, eu precisei de tudo isso principalmente nas 72 horas que se seguiram a minha tentativa de cume que foram dramáticas. Eu e o Paul chegamos ao campo 4 a 7450 metros absolutamente exaustos. Uma coisa que descobri nesta xpedição foi realmente surpreendente. A questão tão debatida de subir com ou sem oxigênio não é assim tão importante. Havia muita gente na montanha subindo sem. Mas, muito pouca gente tentando sem o apoio dos sherpas. Acho que no fim isso que deixa a escalada realmente difícil. Ficar um mês inteiro escalando, levando quilos e quilos de equipamento, comida, gás para os campos altos acaba te desgastando fisicamente e quando chega o grande dia você está acabado. Hoje sei que se tentar novamente um 8000 sem oxigênio suplementar tentarei com o auxílio dos sherpas. Sem ambos, é além de minhas forças.

Desde que havíamos chegado no campo 3 que o vento não parava, um vento fortíssimo que sacodia a barraca incessantemente e que nos minava psicológicamente. Montar e desmontar o acampamento (levamos a mesma barraca do 3 para o 4) foi uma luta. Por causa do vento havia uma parede muito inclinada de gelo azul. No dia anterior toda a equipe do Russel Brice havia feito cume e agora seus sherpas desescalavam esta parede deslocando inúmeros blocos de gelo. Estou me concentrando em colocar as pontas dos meus crampons no lugar certo no gelo escorregadio e a próxma coisa que sei é que estou deitado no gelo, por sorte preso pelo jumar na corda fixa e completamente tonto. Um bloco de gelo havia batido na minha cabeça! Não está sangrando e aparentemete nada de mais sério aconteceu, mas fico muito assustado, não sei o que fazer. SE descer é o fim da expedição, se subir e começar a piorar, é normal em traumas craneanos não acontecer nada imediatamente, mas depois a pessoa piorar. Tenho a frente a mais técnica parte da escalada entreo o 3 e o 4. Descanso meia hora e como a dor vai melhorar resolvo continuar. Mais uma decisão difícil nesta montanha que está se revelando muito, mas muito mais difícil do que esperava. Todos dizem que o Cho Oyu e o Manaslu se equivalem, mas discordo radicalmente. O Manaslu é uma montanha muito mais perigosa e difícil tecnicamente do que o Cho Oyu.

O Paul chega ao campo 4 hipotérmico, o esforço da escalada com peso esgotou suas reservas. Montamos o acampamento o mais rapidamente que o vento permite, o Paul entra em seu sleeping bag e eu aqueço água para ele. Sabemos que não terems forças para escalar na madrugada seguinte. Ficar mais 24 horas a esta altitude não é recomendável, você só se desgasta, só anda para trás, mas não temos alternativa. Tentamos comer, mas o apetite simplesmente desapareceu e olhamos com revolta para a comida que temos. Passamos o dia tentando nos hidratar e a meia noite começamos a nos prepararmos para o ataque ao cume. O vento está ainda mais forte e sair do frágil abrigo da barraca é muito difícil. O dia de cume é o mais fácil tecnicamente de toda a escalada. Uma longa rampa até o cume final. Para chegar lá é só colocar um pé em frente de outro, mas após uma hora eu sei que nem isso serei capaz de fazer. Cheguei ao final de minhas forças. Se prosseguir sei que não terei forças de voltar. Assim se morre em montanhas de 8.000. Você segue, segue até as forças se acabarem sem considerar que descer nestaas altitudes é quase tão desgastante quanto subir. Daí você senta e dorme para sempre. O frio está muito intenso. Na velocidade absurdaemente lenta que estou não produzo calor algum e meus dedos reclamam. Depois de insistir em continuar a escalada após a avalanche, após a longa semana de mal tempo, após a pancada do bloco de gelo na cabeça sei que finalmente não há como seguir. Cheguei no final. Se quero viver tenho de voltar para a barraca. Olho para trás e ela está logo alí, não subi quase nada. Paul resolve seguir, mas sei que ele também não chegará muito longe.

Nossa volta ao campo 2 neste mesmo dia é uma epopéia. A cada 10 metros verticais temos de parar e descansar. O que normalmente levaríamos 3 horas levamos 8. Parecemos dois zumbis fazendo um esforço imenso para colocar um pé na frente do outro. Nas partes técnicas temos de fezer um esforço imenso para não cair montanha abaixo. Rapelamos mesmo nas encostas mais suaves para garantirmos que não faremos nenhuma besteira. Ao chegarmos no campo 2, quase a noite, respiramos aliviados. Depois de uma noite de descanso seguramente estaremos melhor. Mas, a exaustão é tão grande que não conseguimos comer. Isto é muito estranho, sabemos que fizemos um esforço imenso, sabemos que precisamos e no entanto não conseguimos, simpesmente não conseguimos. Neva forte a noite toda. Pela manhã não se vê nada. As trilhas estão cobertas, as cordas fixas soterradas pela neve, a visibilidade de não mais do que 5 metros. Saimos da barraca com neve até o joelho. O Paul que está mais forte vai abrindo trilha afundando as vezes até a virilha. Sei que como estamos não chegaremos no campo 1. Estaos fracos, não há mais ninguém na montanha apenas Victor, um colombiano no campo 2.Seguimos pelas cordas quando encontramos, por instinto quando não. As cravasses que sepre foram enormes agora estão monstruosas. Ficamos olhando para suas profundezas e sem ter nada mais o que fazer saltamos sabendo que se um cair será o fim. Uma está tão grande que temos de fazer um sistema de tirolesa com as mochilas. Com elas nas costas não haveria chance de saltar. A cada uma delas me despeço da vida e só salto porque ralamente não há o que fazer. A escada está novamente menor do que a cravasse e fica lá balançando presa somente por cordas. Em um momento dramático o Paul prende os dentes dos crampons nos degraus da escada e não consegue soltar, fica lá precariamente equilibrado tentando soltar a bota. Estamos com mochilas monstruosas com tudo do acampamento 4 e do 2. Chegamos ao campo 1 após horas de desespero e meu coração se enche de alegria, o Milton está lá nos esperando para ajudar-nos na última etapa rumo a segurança. Saímos as 16 horas sabendo que chegaremos à noite, mas a idéia de passar outra noite na montanha é impensável. Mesmo neste trecho as cravasses estão enormes e mais uma vez temos de saltá-las. Todas essas, se fosse no Everest estariam com escadas… O Rinji, meu amigo sherpa que é nosso base camp manager envia um amigo seu para ajudar-nos e ele nos encontra no meio do caminho do 1 para o base e toma minha mochila. Mesmo assim meu ritmo é desanimadoramente lento. Está nevando muito, não parou desde de noite. Na luz da minha head lamp só vejo a área do foco dela. Ao redor tudo se mistura. Meus lábios são duas úlceras muito sensíveis e a cada segundo uma bilinha de neve dura como gelo atinge causando uma dor lancinante. Cubro com o casaco mas não consigo respirar. De repente o sherpa desaparece dentro de uma cravasse, nosso último obstáculo para a segurança. Meu coração para de bater. Ele está sem crampons (sherpas raramente usam entreo o base e o 1 e não está clipado na corda fixa, eles fazem tantas vezes este caminho que se sentem imunes à gravidade). Esta cravasse era até 3 dias atrás razoavelmente pequena, mas a ponte desabou e agora é bastante larga com um pilar no centro, mais abaixo que as bordas, muito instável. Lá está ele tentando subir à cavalo no pilar. Eu e o Paul simplesmente vemos sem fazer nada. O Milton reage e vai tentar ajudar, mas ele já está conseguindo escalar de volta com suas botas sem crampons.

As oito da noite desabo dentro da barraca refeitório aquecida e iluminada. Ofegante não acredito que estou a salvo. Quantas vezes durante estas 60 horas achei que não chegaria…

No dia seguinte descemos para Sama Gaon e 24 horas depois estou em Katmandu após um dos vôos de helicóptero mais espetaculares do planeta. A estreita garganta que percorremos por 7 dias para chegar ao campo base de cime parece uma serpente prateada refletindo os raios de sol de um dia lindíssimo. Como pode tanta beleza conviver com tanto sofrimento? Do conforto da cabine do helicóptero olho para o Manaslu e tento me imaginar lá no meio da nevasca, do frio, do desespero. Mas, daqui o que vejo são seus dois picos brilhando inocentes à luz da manhã. Torço pelo Victor, o colombiano que deixamos no campo 2 confiante em seus planos para o cume.

Resta a pergunta: valeu a pena? Sim, sem dúvidas. Foi para o Manaslu não para fazer cume e sim para descobrir se conseguiria fazer cume, para achar meus limites. Todo esporte busca superação e montanhismo também. Depois do Cho Oyu e do Everest com apoio de sherpas e oxigênio suplementar queria saber o que conseguiria fazer. Acho que descobri. Claro que vou continuar escalando a claro que vou continuar escalando 8000s, isto tudo é minha vida, minha paixão e minha profissão. Mas, sei hoje até onde posso ir. No próximo ano: Cho Oyu, McKinley e Ama Dablan !!!!


Muito obrigado pela torcida!

Grande abraço a todos!
Manoel

 

 




  03.10.2012 - 22:00 - Por: Manoel Morgado

Olá amigos!

Finalmente cheguei no campo base do Manaslu!

Estou bem e feliz, apenas bastante cansado. Este último dia de descida foi extremamente duro (do campo 2 ao base). Uma nevasca começou a cair, bastante forte e todo o caminho estava com neve muito fofa, pelo joelho. Eu estava carregando uma mochila muito pesada, levando todo o equipamento que deixamos no campo 2 e algumas coisas que ainda estavam no campo 1. O Milton foi me esperar no campo 1, assim dividimos o peso.E foi ótimo descer em sua companhia! Rever os amigos é sempre um momento especial.

Amanhã devo começar a descer, em direção à Katmandu.

Muito obrigado pela torcida!

Grande abraço a todos!
Manoel

 

 




  01.10.2012 - 21:48 - Por: Manoel Morgado

Olá amigos!

Saímos hoje de madrugada, eu e Paul, para nossa tentativa de cume. Estávamos nos sentindo bem, depois de passar um dia extra no campo 4 para descansar.
Saímos hoje às 3 am. Quando cheguei à 7.500m, percebi que estava no meu limite físico, já que pela primeira vez estou indo sem oxigênio e realmente não sabia como meu corpo iria se comportar na altitude. Achei que era mais prudente voltar. Estou agora no campo 4, esperando pelo Paul que continuou escalando.

Estou me sentindo bem fisicamente, embora muito cansado, e feliz por ter chegado até aqui. Foi uma grande escalada, numa montanha lindíssima e com bons companheiros. Claro, tive momentos muito difíceis: senti pela primeira vez o medo de ser levado por uma avalanche, senti muito pelos amigos que havia feito no campo base e que se foram no acidente. Para mim foi uma superação, tanto física como psicológica.

Amanhã devo seguir para o campo base. Mandarei mais notícias de lá.

Muito obrigado pela torcida e por todo o apoio!

Grande abraço a todos!
Manoel

Nota do editor: Cleo Weidlich continua como a única brasileira a escalar o Manaslu, no dia 1 de outubro de 2010 utilizando oxigênio suplementar.
Parabéns ao Manoel Morgado pela expedição e por respeitar os seus limites. Bom retorno!

 

 




  01.10.2012 - 9:30 - Por: Lisete Florenzano

O Manoel enviou uma mensagem nesta manhã dizendo que está bem, se sentindo forte e que amanhã tentará o cume. Ele e o Paul (companheiro australiano, que também está escalando sem oxigênio) irão sair do campo 4 às 3h da madrugada (hora do Nepal) e previsão de cume às 12h.

As condições da montanha continuam boas, e muitos alpinistas já fizeram o cume.

Agora é torcer! Grande abraço!

Lisete Florenzano

 

 




  30.09.2012 - 23:25 - Por: Lisete Florenzano

Manoel Morgado ficará mais um dia no C4, ele está muito cansado, sentindo um pouco a altitude, pois em seu último ciclo de aclimatação ele chegou apenas no C2, onde o programado era o C3, mas devido a avalance da semana passada ele precisou retornar. Por isso nesta escalada final é a primeira vez que ele chega ao C3 e ao C4.
Manoel irá descansar e amanhã irá avaliar suas condições e se estiver bem partirá para o cume as 2h da madrugada do dia 2 no horário local, no horário de Brasília será as 17h15 do dia 1 de outubro.

 

 




  30.09.2012 - 8:10 - Por: Elias Luiz

Manoel Morgado já está no C4. O previsto é que ele saia para o ataque ao cume hoje as 17h15 horário de Brasília e 2h horário local.
Vários alpinistas entre eles o italiano Marco Confortola chegaram ao cume nesta manhã.

 

 




  29.09.2012 - 10:31 - Por: Manoel Morgado

Olá amigos!

Cheguei no campo 3 ao meio dia (horário do Nepal). Tudo bem por aqui e as condições da montanha continuam excelentes.

Amanhã devo partir para o campo 4, a 7.400m de altitude. A previsão é chegar lá às 16h e descansar o que for possível. Às 2 da manhã começarei então a subida ao cume.

Mando notícias!

Grande abraço a todos!
Manoel

 

 




  28.09.2012 - 15:20 - Por: Lisete Florenzano

Manoel já está no campo 2. Está super bem e amanhã deve seguir ao campo 3.

 

 




  27.09.2012 - 11:50 - Por: Lisete Florenzano

O Manoel Morgado já chegou no C1 a 5700m metros, as condições da montanha e do clima estão boas e amanhã cedo partem para o C2 a 6200m.

 

 




  26.09.2012 - 10:52 - Por: Manoel Morgado

Olá amigos!

Estamos ainda todos tristes com o que aconteceu, mas não há nada a fazer com relação ao acidente a não ser desejar às famílias muita paz.

E temos boas novas da montanha para dividir com vocês…

Os deuses finalmente estão mais tranquilos e toda aquela instabilidade nas condições do Manaslu parece que acabaram. Os pequenos deslizamentos de neve que ainda estavam acontecendo cessaram, o clima está perfeito.

Ontem tivemos uma grande reunião com todos que permaneceram no campo base. Russel Brice, que está com clientes, decidiu que irá subir e propôs que sua equipe de sherpas fixe as cordas até o cume. Os outros escaladores independentes (em torno de 40 pessoas), em sua maioria, irá tentar o cume no dia 30/09. Nosso grupo e outra expedição comercial irá tentar o cume no dia 01/10.

Assim, hoje Russel e seu grupo partiram para a escalada e irão fazer usando os 4 acampamentos avançados. Os outros 40 escaladores irão subir amanhã, usando apenas 3 acampamentos avançados e assim todos devem chegar ao cume no mesmo dia, 30/09. Nós iremos sair amanhã também, mas usando os 4 acampamentos e se tudo der certo, teremos cume dia primeiro.

Milton Marques ficará no acampamento base como manager do acampamento.

Estamos todos muito bem e confiantes de que tudo dará certo, qualquer que seja o resultado: cume ou desistir da escalada no caminho.

Agradeço mais uma vez todas as mensagens e boas energias!

Grande abraço a todos, envio notícias em breve.
Manoel

 

 




  25.09.2012 - 19:46 - Por: Manoel Morgado

Olá amigos!

Estamos aqui no campo base, descansando. Estamos muito bem.

As grandes expedições comerciais desistiram da escalada e estão voltando para casa. Os escaladores independentes, que é o nosso caso, avaliam as condições. Alguns desistiram da escalada, enquantos outros decidiram continuar.

Na nossa expedição, o Milton Marques e o Dorjee desistiram. Dorjee volta a Katmandu nestes próximos dias. O Milton vai ficar aqui no campo base e eu decidi prosseguir com a escalada. As condições da montanha estão boas, não há mais neve fofa pelo caminho e temos a previsão de uma ótima janela de bom tempo.

Os climbing sherpas, que iriam fixar as cordas ao longo da subida desistiram de ir, já que são muito supersticiosos. Mas até o campo 2, que é o trecho mais técnico, as cordas estão fixadas. Depois disso, a escalada é tranquila.

Irei com dois amigos, Paul, um australiano experiente que já escalou o Makalu e Andy, um israelense também experiente em montanha.

Nossa previsão é estar no cume entre os dias 30 de setembro e primeiro de outubro.

Mandarei notícias.

Grande abraço a todos e obrigado pela torcida!
Manoel

 

 




  24.09.2012 - 15:03 - Por: Manoel Morgado

Olá amigos!

Antes de mais nada, obrigado a todos pelas mensagens de preocupação e boas energias!

Eu, Milton e Dorjee já estamos de volta ao Campo Base. Chegamos muito cansados, mas bem.

Ainda não sabemos ao certo se poderemos continuar a escalada ou não, pois os climbing sherpas (guias locais de alta montanha) são extremamente supersticiosos e não gostam de subir depois de um acidente fatal como este. Mas dependemos deles fixarem as cordas para podermos subir. Escalar sem as cordas fixas está fora de cogitação.

Nestes próximos dias devemos ter uma definição com relação à isso. Mandaremos mais notícias em breve.

Grande abraço a todos!


 

 




  24.09.2012 - 7:30 - Por: Elias Luiz

Confira a lista dos 9 alpinistas mortos na avalanche de ontem. Já é dado como certo a morte de mais um francês e um alemão, mas ainda não foram divulgados os nomes. Ainda há pelo menos 3 alpinistas desaparecidos.

1 - Gasull Marti (Espanha)
2 - Alberto Magliano (Itália)
3 - Fabrice Pray (França)
4 - Gregory Costa (França)
5 - Ludovic Challéat (França)
6 - Rémy Lécluse (França)
7 - Dominique Ouimet (Canadá)
8 - Christian Mittermeyer (Alemanha)
9 - Dawa Dorje Sherpa (Nepal)

 

 




  23.09.2012 - 00:27 - Por: Manoel Morgado

Olá amigos!

Uma avalanche de proporções gigantescas caiu sobre o campo 3, chegando até o campo 2, onde estamos. Aqui sentimos ela já fraca. Apenas algumas barracas ficaram destruídas, mas ninguém ficou ferido.
Chegou a informação a nós que, no campo 3, houve muitas vítimas. Ainda não se sabe ao certo a situação.

Nosso plano era subir ao C3 hoje, para aclimatar. Mas devido à essa notícia, vamos descer novamente ao base. Ainda não sabemos qual será o plano depois disso.

Mando notícias em breve.

Grande abraço!

Manoel Morgado

ATUALIZAÇÃO 1 - 7:41 - Chega informações que no Acampamento 3 morreram 9 alpinistas e 6 estão desaparecidos. As vítimas são alpinistas franceses e alemães.
Voltaremos em breve com mais notícias.

ATUALIZAÇÃO 2 - 8:55 - "Contei pelo menos 13 mortes devido a avalanche, mas é provável que existam ainda mais". Disse o alpinista italiano Silvio Mondinelli, um dos sobreviventes da avalanche.

ATUALIZAÇÃO 3 - 10:52 - "Eu estou bem, um pouco abalado, me falta alguns dentes e um olho machucado, mas estou vivo e vontando para casa” - disse o esquiador e alpinista americano Glen Plake.

ATUALIZAÇÃO 4 - 15:50 - "Retornamos ao Campo Base após um longo dia na montanha e todos os membros da equipe estão bem. Nós acordamos as 4h30 no horário do Nepal, e a neve, o vento e o gelo penetravam em nossas barracas no Campo 2. Felizmente todos no nosso grupo estão bem, mas quando subimos para o Campo 3 logo descobrimos os restos de uma avalanche enorme e encontramos muitos escaladores em perigo.
Durante o resgate nas horas seguintes fomos capazes de coordenar e apoiar a evacuação de mais de uma dúzia de alpinistas em 10 vôos de helicóptero, logo abaixo do Campo 3 a 6.300m. Lakpa Rita Sherpa coordenou muito bem a evacuação de helicóptero, falando diretamente com o piloto e supervisionando e acondicionando o transporte de pacientes para o nosso heliporto improvisado no campo de destroços. Atualmente, nosso grupo está agora no campo base e planejando descansar por alguns dias.” disse Garret Madison, lider da expedição Alpine Ascent.

ATUALIZAÇÃO 5 - 19:45 - Confira as novas imagens que acabaram de chegar do momento do resgate aos alpinistas no C3 do Manaslu.

ATUALIZAÇÃO 6 - 23:15 - Confira a matéria do Fantástico que teve o apoio do Extremos, Lisete Florenzano e Manoel Morgado.

 

 




  21.09.2012 - 12:37 - Por: Manoel Morgado

Olá amigos!
Ficamos 4 dias parados no campo base do Manaslu, devido ao mal tempo. Tínhamos realmente alguns dias para descansar antes de iniciar o terceiro ciclo de aclimatação. Mas o que aconteceu é que acabamos ficando 4 dias a mais do que o previsto! Tivemos muita chuva e depois neve, o que impediu nossa subida.

Agora, depois de 3 dias de tempo bom a neve se consolidou e pudemos iniciar o terceiro ciclo. Já estamos no campo 1 e amanhã seguimos novamente para o 2 (e passaremos por aquela ponte suspensa...). Lá dormiremos e então estaremos prontos para chegar no campo 3, com equipamentos e para passar uma noite. Desceremos todo o trajeto de volta ao campo base, para descansar e nos alimentar bem, preparando-nos assim para o tão esperado dia de cume!

Se tudo correr de acordo com o planejado, faremos o ataque ao cume entre final de setembro e início de outubro.
Eu e Milton estamos muito bem e nos sentindo fortes. A aclimatação está seguindo sem problemas.

Grande abraço a todos e obrigado pela torcida!

 

 




  12.09.2012 - 17:45 - Por: Manoel Morgado

Segundo ciclo de aclimatação
Hoje decidi fazer a caminhada de 2 horas de descida ao povoado de Sama Gaon onde há internet  e 4 horas de subida de volta ao campo base para poder  enviar notícias mais completas já que os últimos boletins tem sido por telefone por satélite que sempre é muito limitado.

Logo que chegamos ao campo base fizemos uma caminhada de aclimatação até a neve. No dia seguinte, já com peso, fomos ao campo 1 a 5710 metros, 800 metros mais alto do que o base. Montamos as duas barracas do campo 1 e deixamos os quase 90 quilos que tínhamos carregado para lá. Este foi o nosso primeiro ciclo de aclimatação dos 3 previstos.
Veio então o importantíssimo dia do puja, a cerimônia onde os escaladores e os sherpas pedem permissão para entrar na morada dos deuses e também a benção para que tudo dê certo e que nada de mal nos aconteça na escalada.

Estávamos então prontos para o segundo ciclo de aclimatação onde dormiríamos duas noites no campo 1 e tocaríamos o campo 2 deixando lá ao redor de outros  90 quilos. Saímos às 8 da manhã e refizemos o caminho ao campo 1, agora já conhecido, e como estávamos mais aclimatados fizemos com mais facilidade embora tenha nos tardado o mesmo tempo, cinco horas. Passamos a tarde lendo e conversando e mais uma vez, muito cedo estávamos dentro de nossos sleeping bags. Na manhã seguinte enchemos nossas mochilas com gás e comida liofilizada para abastecer os campos 2, 3 e 4 e com isso subimos muito pesados para um dia que sabíamos que seria muito duro. Mas, mesmo em minhas mais pessimistas avaliações eu não imaginava o que teríamos pela frente. Normalmente montanhas com mais de 8000 metros não são técnicas e nem tem paredes muito inclinadas já que em altitude é muito difícil lidar com esse tipo de dificuldade.

Após meia hora de escalada por um terreno razoavelmente suave porém com grandes cravasses que tínhamos que saltar, encontramos o primeiro obstáculo maior, uma parede de ao redor de 70 graus de inclinação, praticamente vertical. Nossa velocidade caiu para quase nada com o peso, a altitude e a inclinação das paredes. A esta se seguiu muitas outras e basicamente o caminho dali ao campo 2 foi uma sequência interminável de paredes muito inclinadas. Mas, o pior deste dia para mim foi atravessar uma enorme cravasse de 15 metros de largura que tivemos de atravessar cruzando uma escada à la Everest. Eu já sabia que ela existia e não me preocupei muito, afinal na escalada do Everest eu havia atravessado umas 150 delas. Mas, esta era muito mais amedrontadora do que qualquer outra que eu havia atravessado. Por ser mais curta do que a cravasse, a escada estava presa por cordas dos dois lados mas não encostava nas margens da greta ficando solta nos dois lados. Não podia acreditar que haviam colocado desta forma. Como eu era o único que tinha experiência com travessias de escadas fui na frente, mas com a adrenalina correndo solta nas minhas veias me esqueci de pedir que um dos meus companheiros segurasse os corrimãos dando mais apoio para eu poder atravessar. Foram intermináveis 60 segundos olhando para o grande abismo abaixo dos meus pés. Quando finalmente coloquei meus pés na neve do outro lado e pude respirar aliviado meu pé esquerdo repentinamente afundou na neve fofa da borda da greta. Me agarrei nas cordas e puxei meu corpo encosta acima. Por mais 10 minutos fiquei respirando forte me recuperando do stress.

Os últimos 200 metros verticais da escalada foram muito difíceis, mas após seis horas de muito esforço avistamos as primeiras barracas amarelas do acampamento. Sentamos exaustos em nossas mochilas, derretemos neve para enchermos os quatros cantis e enterramos tudo o que havíamos carregado lá para cima. O campo 2 do Manaslu é famoso por receber uma grande quantidade de neve e com muita frequência as barracas são destruídas pelo peso da neve acumulada enquanto os escaladores não estão lá. Marcamos o local onde enterramos e começamos a descida rumo ao campo 1 tendo que passar mais uma vez pela escada suspensa que o Milton, o Dorje (nosso climbing sherpa) e o Gilson passaram com relativa facilidade mas que para mim novamente foi um horror.

Decididamente não gosto dessas escadas!

À tarde a neve já estava muito menos firme e as descidas inclinadas deram muito trabalho com nossos crampons escorregando na neve fofa. Exaustos após um dia de nove horas ininterruptas de esforço extremo desabamos em nossas barracas debaixo de uma nevasca muito desconfortável. Derretemos neve para hidratarmos já que durante todo o dia bebemos apenas 3 litros cada um. Também derretemos neve para nossa primeira refeição de comida liofilizada que será a base de nossa alimentação na montanha acima do campo base. Já no base, não poderíamos estar comendo melhor. Temos o que considero o melhor cozinheiro de montanha, o Purna, com quem já havia feito outras expedições. Temos o luxo de comermos pizzas, tortas de banana ou maçã, steaks e a cada jantar algo diferente.

À noite no acampamento 1 o Gilson nos disse que estava satisfeito com o que já tinha feito nesta expedição e que não queria repetir a subida do campo 1 para o campo 2, para poder chegar ao objetivo que tinha determinado para ele nesta expedição, que era chegar ao campo 3 a quase 7.000 metros. Queria voltar para casa. Nem eu nem o Milton nos opusemos a sua decisão. Ele ainda tem 18 meses e muitas expedições antes do Everest em 2014.

Chegamos ao campo base às 9 da manhã do dia seguinte, tomamos um farto café da manhã, tomamos banho com água quentíssima e com a barraca chuveiro aquecida pelo sol da manhã e lavamos roupa. Após 3 dias duríssimos estávamos nos sentindo humanos novamente.
Agora eu e o Milton estamos prontos para fazer o terceiro ciclo de aclimatação onde dormiremos uma noite no campo 1, uma no C2 e possivelmente uma no C3. Depois disso é ir para o cume. Mas, para isso dependemos de bom clima. A previsão de tempo no momento diz que teremos mais 3 dias de bom tempo e depois disso entra um período de nevascas e ventos fortes. Se assim for, teremos de esperar pela próxima janela de bom tempo para subir. Mas, como sempre, quem manda é a montanha.
Abraços a todos!
Manoel Morgado

 

 




  08.09.2012 - 12:25 - Por: Manoel Morgado

Olá amigos!

Saímos ontem da trilha principal da região do Manaslu e entramos no vale que nos levou ao campo base do Manaslu. Um caminho lindíssimo entre as montanhas! E finalmente chegamos ao tão esperado campo base.

Estamos muito bem acomodados, em nossas barracas de montanha. Temos o luxo de ter uma barraca refeitório com aquecedor e tapetes no chão! A idéia é que fiquemos o mais confortavelmente possível aqui, já que passaremos um bom tempo até conseguir chegar ao cume. 

Nos próximos dias começaremos os ciclos de aclimatação, subindo e descendo dos campos mais altos. Mandarei notícias assim que possível.

Grande abraço a todos!!!
Manoel Morgado

 

 




  05.09.2012 - 8:00 - Por: Manoel Morgado

Hoje foi o dia mais curto do trekking, em apenas duas horas subimos os 500 metros que nos separavam do ponto final da caminhada, Sama Gaon a 3550 metros de altitude. Esta é a maior vila de todo o circuito e aqui acaba a primeira etapa de nossa expedição. Vamos ficar duas noites aqui para aclimatar um pouco mais e depois de amanhã subiremos para o campo base a 4900 metros, um salto de altitude enorme. Estamos muito bem fisicamente e muito motivados e confiantes  para a escalada. Aqui, pela primeira vez encontramos outros escaladores. Durante nossos sete dias do maravilhoso trekking fomos apenas nós três. Todos os outros estão vindo para cá de helicóptero, uma hora de voo contra sete duros dias de caminhada. Mas, não estamos com inveja deles de forma alguma. Este é um dos trekkings mais espetaculares do Himalaia com uma incrível  variação de paisagens, eco sistemas e diversidade de povos.
Começamos a 600 metros de altitude em meio a lindíssimos terraços de arroz e nesses dias seguimos o Budhi Gandaki que lá embaixo era um rio imenso e muito caudaloso até chegarmos aqui onde ele não é mais do que um riacho de montanha. Passamos por vales abertos, dezenas de cachoeiras magníficas, plantações de arroz, depois de milho, batata e agora de trigo que está quase na hora da colheita. No início do trekking a população era basicamente de hindus e com o ganho de altitude apareceram os marcos inconfundíveis de regiões budistas, muros com inscrições religiosas, bandeiras de oração, chortens (relicários) e agora estamos em um vilarejo completamente tibetano. Alias, a fronteira com o Tibete está a apenas 5 quilômetros daqui.
Estamos em plena época das monções, as chuvas torrenciais que caem no Nepal de junho a setembro e com isso não tivemos ainda nenhuma vista de nosso objetivo. A Montanha dos Espíritos, Manaslu, está escondida de nós por grossas nuvens cinzentas. O trekking apesar de maravilhoso, foi bastante duro. Muitas subidas e descidas, calor extremo, longos quilômetros todos os dias. Foi também um período de transição para nós três, onde deixamos as preocupações do mundo exterior e entramos no mundo das montanhas onde a vida é muito simples: comer, caminhar e dormir, nada mais. Aos poucos fui deixando tudo para trás. Meus próximos grupos, emails para responder, planos para o futuro. Agora o foco é total. Só existe o Manaslu e para ele vamos depois de amanhã. Este seja talvez meu maior desafio. Escalar um 8000 em qualquer condição é um desafio e tanto, mas fazê-lo sem oxigênio e sem apoio dos sherpas beira ao impossível. Mas, mesmo assim estou confiante. Estou há mais de 100 dias nas montanhas sempre com mochilas pesadíssimas. Fiz Marrocos, Alpes Franceses, Mongólia, Elbrus na Rússia e Kilimanjaro. Fui ao cume do Kili com uma mochila de 26 quilos e dei conta sem problemas.
Hoje dei 108 voltas em uma enorme roda de rezar. Com isso pedia permissão aos deuses da montanha para adentrar onde humanos não deveriam ir. Espero que eles tenham concedido. Abraços a todos!

 

 




  03.09.2012 - 8:00 - Por: Manoel Morgado

Olá amigos!

Este é o nosso quarto dia de trekking, a caminho do campo base do Manaslu. Já estamos a 1.600m de altitude e agora a temperatura começaram a ficar mais amena... sofremos bastante por causa do calor nos primeiros dias.
As chuvas ainda estão fortes por aqui, como era esperado. Agora, verão no Nepal, temos as chuvas de monções – muita chuva, todos os dias, por muitas horas. Essas chuvas são extremamente importantes para o país, já que depois do verão as chuvas são bastante escassas. Ontem tivemos que passar por um trecho que estava desmoronando por causa das chuvas... foi bastante tenso. Logo depois que atravessamos, todo o barranco veio abaixo, trazendo pedras e árvores junto com a terra. Foi a adrenalina do trekking!
O caminho continua espetacular, passamos hoje por um enorme trecho onde a trilha é cavada na rocha, com vista do vale abaixo... realmente deslumbrante!
Nossa previsão é de chegar no campo base (4.900m) daqui a 3 dias. Mandaremos notícias em breve!
Abraços a todos!

 

 




  01.09.2012 - 7:20 - Por: Manoel Morgado

Olá amigos!
Já estamos em nosso segundo dia de caminhada aqui na região do Manaslu. Para chegarmos aqui, já foi uma boa aventura... estamos no verão aqui no Nepal, na época das chuvas de monções. Chove todos os dias e as temperaturas são altas. As estradas, que já são precárias, ficam ainda em pior estado. Assim, levamos 6 horas de carro para rodar cerca de 200km, em direção à Arugat, o vilarejo onde o trekking se inicia. Mas como o trecho final da estrada estava destruído, tivemos que parar antes de chegar e caminhar por 3 horas até chegar em nosso destino.
No dia seguinte, começamos finalmente a caminhada em direção ao campo base do Manaslu. É uma região belíssima, com poucos turistas. Com as chuvas, toda a mata está com um verde intenso, o arroz pronto para a colheita e nos morros se formam inúmeras cachoeiras. Aproveitamos para tomar vários banhos, para aliviar o calor...
Estou feliz de estar novamente na montanha, é aqui que me sinto vivo. Depois de dias de muita tensão em Katmandu, em função dos últimos preparativos para a expedição, estar aqui neste lugar maravilhoso e com bons amigos é uma bênção!
Namaste!
Grande abraço a todos!

 

 




  30.08.2012 - 15:27 - Por: Manoel Morgado

Caros Amigos
 
Hoje às 18 horas, depois de frenéticos 7 dias de trabalho arrumando os mil detalhes de uma expedição complexa e longa, estou saindo para jantar sabendo que tudo esta pronto. Mal posso esperar as 11 horas que nos separam da partida amanhã às 5 h da manhã. Teremos 5 horas de viagem por uma estrada pavorosa e mais 5 horas de caminhada rumo ao ponto onde encontraremos com nosso staff que já foi hoje para Arughat para adiantar a preparação. Lá estarão esperando por nós o Rinji (nosso base camp manager), o Dorje (Sherpa que acompanhara o Gilson em sua subida ate o campo 3), o Purna (nosso maravilhoso cozinheiro que em um fogão de uma boca consegue produzir verdadeiras magicas) e o nosso auxiliar de cozinha Ram. Também lá encontraremos com os dois condutores de mulas e as 20 mulas que estarão levando nossos 1200 quilos de equipamento.
Hoje tive a entrevista no Ministério de Turismo onde me contaram o que não podemos fazer na expedição, como deixar lixo e escalar por uma rota que não a que escolhemos (rota normal). A apresentação foi com um power point e em um dos slides tinha a seguinte tétrica mensagem:
O chefe da expedição (eu) é responsável por trazer da montanhas cilindros usados de oxigênio, lixo, cartuchos de gás usados e corpos mortos…
Medo. Claro, faz parte de uma reação normal de estar exposto a um perigo objetivo. Mas, estamos bem equipados, bem preparados fisicamente, temos muita experiência e apesar de estarmos tentando algo novo para nós, escalar sem sherpas e sem oxigênio, estamos confiantes de que temos boas chances de conseguir nosso objetivo. Mas, mais do que tudo, estamos indo com o objetivo de nos divertir. Afinal, essas são nossas férias.

Grande abraço!
Manoel Morgado

 
 

 

    LEGENDA
  Uma agencia, podendo conter mais de um alpinista escalando a montanha
New Zealand   Um alpinista que daremos destaque ou em escalada solo.
Portugal   Um alpinista que faleceu
  Nacionalidade do alpinista ou da agencia
  Está subindo a montanha
  Está descendo a montanha
  Acampamentos da Face Sul
  Acampamentos da Face Norte
02   Se utilizará ou não oxigênio suplementar : S = SIM
 

 
 
fotos
 
 
 
vídeos
 
Com apoio do Extremos
A matéria do Fantástico sobre a avalanche no Manaslu