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Vídeo mostra que patrulha decidiu abandonar guia por não poder salvá-lo
 
 
Atualizado em 18/02/2009 - 11h52 - da redação
Fonte: G1
 
 

As polêmicas imagens da tentativa frustrada de resgatar o argentino Federico Campanini, morto em janeiro deste ano durante uma escalada no Aconcágua, causaram o afastamento do chefe da patrulha de resgate da montanha, Armando Párraga. As informações são do diário argentino “Clarín”.

Párraga estava no cargo há 35 anos e foi punido aparentemente pela difusão do vídeo que chegou de maneira anônima ao advogado da família Campanini. As imagens mostram o jovem guia agonizando a mais de 6.500 metros de altitude enquanto a equipe de resgate conversa sobre deixá-lo na montanha, pois seria impossível salvá-lo.

Campanini era guia de uma expedição de cinco italianos, entre os quais uma mulher, Elena Senin, também morreu no Aconcágua. Os alpinistas tentavam descer do cume quanto foram surpreendidos por uma tempestade de neve. O resgate chegou dois dias depois.

Mãe do guia falecido, Mónica Sánchez disse nesta terça-feira que o seu filho foi abandonado e que, quando foram buscar o corpo, a equipe notou que o alpinista havia se movido 7 ou 8 metros do lugar onde havia sido deixado.

O vídeo obteve grande repercussão na Argentina e gerou críticas pesadas à equipe de resgate.
- O que se vê no vídeo é indefensável, pois mostra uma absoluta falta de profissionalismo e de trabalho em equipe. Além disso, é uma aberração pedir autorização a uma juíza para abandoná-lo enquanto Campanini estava consciente e ouvia a conversa – criticou o especialista Ramón Chiocconi, que até o último mês de dezembro atuou como membro da Comissão Internacional de Medicina de Emergências em Montanhas.

 
Gravação revela conversa em que grupo de socorro considera hipótese de deixar alpinista
na montanha diante da impossibilidade de salvá-lo com vida
 
 
Publicado em 17/02/2009 - 22h29 - da redação
Fonte: G1
 
 
  Clique na imagem para ver o vídeo do resgate.
Foto e vídeo: Divulgação
   
 
 
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Carlos Camparini, pai do alpinista Federico Camparini, morto em janeiro deste ano durante uma escalada no Aconcágua, usa um vídeo para acusar de negligência o grupo de resgate que tentou socorrer seu filho.

As imagens, que duram pouco mais de dois minutos, mostram uma equipe de cinco pessoas tentando carregar Federico, que não conseguia se mover na neve. É possível escutar alguns dos integrantes do grupo de resgate conversando sobre deixar o alpinista na montanha, a 6.500 metros de altitude, já que não seria possível salvá-lo.

Clique na foto ao lado e assista ao vídeo!

Carlos Camparini alega que não houve uso correto dos métodos de resgate e levará a questão à Justiça argentina. As informações são do diário argentino "Clarín".

Entenda

Federico Camparini morreu na primeira semana de janeiro, quando escalava o Aconcágua, de 6.962 metros, com um grupo de alpinistas italianos. A expedição foi surpreendida por uma tempestade de neve quando voltava do cume e perdeu o rumo.

Camparini enviou um pedido de ajuda, mas o grupo de resgate, ao chegar no local, encontrou a italiana Elena Senin morta e o argentino em péssimas condições. Os outros três italianos (Matteo Refrigeratto, Mirko Affaio e Marina Atanasio) foram salvos.

O vídeo com as imagens de uma parte do resgate foi entregue ao advogado da família Camparini, Gianni Venier.

 

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