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Um século após missão fracassada ao Polo Norte, o Maud, navio de Amundsen retorna para casa
 

texto: O Globo
17 de agosto de 2018 - 13:40

 
Depois de 86 anos submerso, o Maud volta a superfície do mar.
 

Construído em 1917, o navio polar Maud deixou a capital norueguesa em julho do ano seguinte com uma tripulação respeitável a bordo. Roald Amundsen, primeiro a alcançar o Polo Sul, acompanhado de sua equipe formada por nove exploradores, partiu para uma nova aventura, em direção ao Ártico. Com casco reforçado, a embarcação de 36 metros foi projetada para alcançar o Polo Norte, mas isso nunca aconteceu. Sem recursos após o fracasso, credores de Amundsen tomaram o barco, que naufragou poucos anos depois na costa do Canadá. Nesta semana, Maud retornou à Noruega um século após ter partido, para se tornar um memorial aos pioneiros da exploração polar.

Na segunda-feira, o navio chegou a Bergen e, no momento, navega pela costa norueguesa em direção ao seu destino final em Vollen, na comuna de Asker, a cerca de 30 quilômetros de Oslo. A previsão é que a expedição de resgate seja encerrada no próximo dia 18.

O projeto “Maud Returns Home” foi criado em 2011, para marcar o centenário da conquista do Polo Sul por Amundsen, mas problemas jurídicos e invernos rigorosos atrapalharam o cronograma. Apenas em 2016 a embarcação foi retirada do gelo e colocada numa balsa. A viagem de volta para casa começou em agosto de 2017.

Em 1990, destroços foram vendidos de volta para a Noruega

A expedição de Amundsen pretendia cruzar a Passagem do Nordeste — que liga o Atlântico ao Pacífico pelo norte da Sibéria — e se aproximar ao máximo do Polo Norte, para que os exploradores seguissem a pé pelo gelo. Durante sete invernos, importantes medições científicas foram feitas na costa da Sibéria, com equipamentos para coletar informações meteorológicas, geofísicas e oceanográficas, mas o objetivo de chegar ao Polo Norte nunca foi alcançado.

Em 1925, o navio foi levado para o Alasca. No mesmo ano, foi apreendido em Seattle e vendido para a Hudson Bay Company, que o renomeou para Baymaud. A ideia era utilizá-lo como posto avançado no norte do Canadá. No inverno de 1926, o barco foi congelado na costa de Cambridge Bay, onde naufragou em 1930.

Em 1990, a Hudson Bay Company vendeu os destroços para o vilarejo canadense, que os repassou para a comunidade norueguesa de Asker, em Oslo, pelo valor simbólico de US$ 1. Após tentativas sem sucesso de repatriar os destroços, a iniciativa “Maud Returns Home” foi criada, com apoio de investidores noruegueses.

 
O Maud
 

Em agosto de 2017, Maud deixou Cambridge Bay rebocado por um outro navio, em direção a Aasiaat, na costa Oeste da Groenlândia, onde ficou preso durante o inverno. Em junho deste ano, a jornada de volta foi retomada.

Amundsen, após o fracasso com o Maud, o explorador conseguiu financiamento e partiu para uma expedição aérea, com dois hidroaviões. Eles conseguiram pousar na latitude 87°, mas não chegaram ao Polo Norte. No ano seguinte, Amundsen conquistou seu objetivo com o dirigível Norge, tornando-se o primeiro homem a comprovadamente alcançar os dois Polos do planeta. Ele morreu dois anos depois, durante uma missão de resgate aéreo no Ártico. O avião em que voava desapareceu e nunca foi encontrado.

 
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