Regrampeando a Chaminé dos Coroas na Pedra do Baú
Texto: Alê Silva
19 de julho de 2013 - 8:45
 
 
 
  • Foto: Alê Silva
    Mais uma chapa velha sendo retirada. Foto: Alê Silva
  • Foto: Alê Silva
    Nesta sequência de proteções a do meio foi apenas retirada, pois há a possibilidade de uma proteção perfeita com um Camalot #2, 3 ou 4. " Foto: Alê Silva
  • Foto: Alê Silva
    Quase todos os spits antigos estavam com mais de um dedo para fora da rocha." Foto: Alê Silva
  • Foto: Alê Silva
    Com essa belezinha aí o duro granito do Baú não resiste mais do que 20 segundos por furo." Foto: Alê Silva
  • Foto: Alê Silva
    Retirando uma das chapeletas velhas da chaminé." Foto: Alê Silva
  • Foto: Jana del Favero
    Solzinho batendo na via no fim de tarde." Foto: Jana del Favero
  • Foto: Alê Silva
    Principais reposições de proteções na via." Foto: Alê Silva
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Mais uma chapa velha sendo retirada. Foto: Alê Silva

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Como prometido em meu relato de escalada da Chaminé dos Coroas no último mês de maio, aproveitei este feriado para voltar lá, e com aval do CAP (Clube Alpino Paulista), regrampear essa via histórica e divertida.

Sozinho e com muita disposição, montei minha mochila, que mais parecia uma maleta de serralheiro: pé de cabra, arco de serra, alicate de pressão, chaves, martelo, furadeira, brocas e obviamente parabolts e chapeletas; e com quase 25 quilos nas costas parti para a via.

Como estava sozinho, obviamente meu plano foi acessar o topo da pedra; e com a corda de cima, apenas trocar ou recolocar as proteções deterioradas com o passar dos anos.


- Meu Deus, vocês não sabem o que foi subir aqueles mais de 500 degraus das escadinhas da face sul, com uma mochila deste peso nas costas! Qualquer step de academia ficou no chinelo!

Mas vamos ao serviço – Chegando ao topo da via, utilizei para ancoragem uma árvore sólida, a mesma que você deve usar quando for escalar. Me equipei todo, organizei os equipamentos e conforme ia descendo pela rota, comecei a substituir as proteções.

No total foram colocadas 7 chapas novinhas com parabolts de 10mm, mantendo totalmente a originalidade da linha.

A quantidade de spits velhos encontrados pelo caminho foi bem maior que a de proteções novas colocadas. Não estou aqui para julgar a conquista da época, mas me pareceu além do necessário o número de proteções, algumas com espaçamento de apenas 80cm.

Desta forma fiz a substituição apenas das proteções que julguei realmente necessárias para a segurança da escalada.

Bom, o serviço está feito… A via que estava esquecida no tempo, está agora pronta para receber os escaladores mais audaciosos. Aproveitem o tempo seco, o friozinho da serra, as proteções novas e vá curtir a escalada! Espero que curtam a roubada! Rs rs rs

Por falar em roubada… Roubada mesmo foi depois do dia todo de trabalho, chegar exausto ao estacionamento umas 8 e meia da noite e descobrir que eu havia perdido a chave do carro!!! Portanto se você passar por lá e encontrar um chave de Mitsubishi presa a um mosquetão, por favor me devolva só a chave e ganhe de presente o mosquetão!


BOX
- Equipos: 6 costuras, Camalot #1 ao #3 ou similares, algumas fitas longas, roupas velhas, 1 corda de 50m já é suficiente. Se quiser pode levar também uma máscara para gases tóxicos!
- Acesso pela trilha que contorna a Bunda do Baú. Como o fluxo ainda é pequeno a saída da trilha para a base da chaminé ainda não é muito clara. Leia o RELATO DE ESCALADA para entender melhor como chegar na base.
- Se fizer a escalada no fim de tarde o espetáculo da revoada das Andorinhas é impagável!
Vá lá, escale, mande fotos, me envie sua opnião!


Boas escaladas,

Alê Silva